segunda-feira, 14 de maio de 2012

cuide da natureza

cuide da natureza por que se você nao cuidar da natureza um dia ela se destruira e você não podera viver sem ela,então cuide dela e lembrece sempre que a natureza e sua companheira

segunda-feira, 5 de março de 2012

ÁRVORES E CURIOSIDADES: nem sempre falamos disto ...

Todos sabem da beleza das árvores. Mais do que tornar o ambiente mais bonito, as árvores mantêm a umidade do ar e ajudam a absorver o gás carbônico da queima de combustíveis, nos fornecendo mais oxigênio.

a natureza do problema

Quando tanto se fala, como hoje em dia, em educação ambiental é porque há um reconhecimento da sociedade de que existem alguns problemas com o meio ambiente, ou melhor, na relação ser humano-natureza. Tradicionalmente a educação é chamada para solucionar os problemas sociais, como sendo a grande redentora da sociedade. Se o problema é com a sexualidade, cria-se a educação sexual; se é com o trânsito, educação para o trânsito; se é com o meio ambiente, educação ambiental, e por aí vai. Mas de que educação, de um modo geral, e em particular ambiental, estamos falando?

Partindo do reconhecimento de que há hoje uma crise ambiental, decorrente de um processo histórico que colocou a sociedade humana e a natureza em lados opostos, peço para pensarmos na caminhada da humanidade e identificarmos, em paralelo a essa caminhada, um processo de individualização da humanidade.

Retrocedendo até aos homens das cavernas, pode-se perceber a postura grupal submetida às forças naturais estabelecidas nas relações ecológicas. Éramos caça e caçadores perfeitamente identificados em uma cadeia alimentar. Éramos uma das partes integradas ao todo natural.

Na outra extremidade desse processo histórico-cultural chegamos às sociedades contemporâneas, à modernidade baseada em uma visão liberal de mundo (indivíduo como célula mater da sociedade), em que a individualização chega ao extremo do individualismo, do egoísmo, do cada um por si.

Nesse contexto, os seres humanos sentem-se cada vez mais partes isoladas do todo e rompem, entre outros, o elo de ligação com a natureza. Do sentimento de não pertencimento à natureza para o de dominação e exploração foi um pequeno passo das sociedades humanas.

O que prevalece hoje são os interesses individuais/particulares sobre as necessidades comuns, coletivas, do conjunto. Essa prevalência justifica-se por essa postura individualista e antropocêntrica - quando a humanidade se vê como o centro e tudo que está ao seu redor existe para atender aos seus interesses. Essas posturas, somadas à competição exacerbada entre indivíduos, classes sociais e nações, à acumulação privada de um bem público que é o meio ambiente e à concentração da riqueza, entre outras, intensificou tremendamente a exploração do meio ambiente e o distanciamento entre os seres humanos dessa sociedade urbano-industrial e a natureza, o que produz a degradação de ambos.

Meio ambiente é conjunto, é sistêmico, precisa ser percebido em sua realidade complexa, na sua totalidade.

A exploração da natureza como se fosse um recurso inesgotável, vista de forma fragmentada, sem a preocupação e o respeito com as relações de equilíbrio ecológico e sua capacidade de suporte, que seriam melhor percebidas a partir de uma visão de totalidade, resultaram nos graves problemas ambientais da atualidade.

É aqui que a educação ambiental vem sendo chamada para "resolver" os problemas da nossa sociedade urbano-industrial. Mas qual a "natureza" desses problemas?

Ao nos remetermos, por exemplo, às realidades rurais, talvez possamos pensar que, pela maior presença de elementos naturais nesse meio, os problemas ambientais são aqueles distantes, como o desmatamento da Amazônia, ou os globais, como o buraco na camada de ozônio ou efeito estufa. Mas ao nos aproximarmos dessas realidades locais, percebemos que ocorrem também vários problemas socioambientais, como agrotóxico, erosão, desmatamento, contaminação das águas, concentração de terras, pobreza etc. No entanto, esses problemas localizados, mesmo em pequenas comunidades, acontecem em todo o mundo.

Os problemas ambientais locais e globais se interrelacionam, não são aspectos isolados de cada realidade. Portanto, a "natureza" do problema está no atual modelo de sociedade, individualista, consumista, concentrador de riqueza, que gera destruição, antagônico às características de uma natureza que é coletiva, que recicla, que gera a vida.

Esse é um dos problemas centrais em que a educação ambiental deve se debruçar: entender as estruturas dessa sociedade, a sua dinâmica intermediada pelas relações desiguais de poder, as suas motivações dinamizadas pelo privilégio aos interesses particulares. É desvelar a origem dos problemas ambientais e não apenas nos restringirmos às suas conseqüências.

Qual proposta de educação dará conta disso? Será uma educação tradicional que acredita que o comportamento da sociedade é resultado da soma dos comportamentos de cada indivíduo? Que o professor transmite os conhecimentos corretos e que disso resultará na mudança de comportamento dos alunos, solucionando assim os problemas? Que acredita que somando esses comportamentos "corretos" teremos uma nova sociedade? Será que dessa forma superaremos os problemas ambientais? Basta transmitir o conhecimento certo aos nossos alunos que eles terão consciência ecológica?

Essa educação tradicional é eminentemente teórica, pelo papel do professor como transmissor de conhecimentos, e é passiva, pelo aluno ser o receptor desse conhecimento. Reforça valores individualistas quando acredita que o indivíduo é que forma a sociedade, quando não valoriza as relações sociais entre esses indivíduos. É presa ao conteúdo dos livros sem contextualizar em uma realidade socioambiental, podendo, portanto, ficar restrita à sala de aula, não estimulando a interação desses indivíduos em um processo de intervenção na realidade social. É uma educação "bancária", conservadora, pouco apta a mudanças sociais, conforme denunciava o mestre Paulo Freire.

A proposta que nos movimenta é de uma educação crítica, que compreende a sociedade como um sistema, em que cada uma de suas partes (indivíduos) influencia o todo (sociedade), mas ao mesmo tempo a sociedade, os padrões sociais, influenciam os indivíduos. Portanto, para haver mudanças significativas não bastam apenas mudanças individuais (partes), mas necessita-se também mudanças recíprocas na sociedade (todo).

Nessa relação (dialética) entre indivíduo e sociedade é que se constrói o processo de uma educação política, que forma indivíduos como atores (sujeitos) sociais, aptos a atuarem coletivamente no processo de transformações sociais em busca de uma nova sociedade ambientalmente sustentável. Nesse processo eles se transformam também, se educam, se conscientizam. Indivíduos que se transformam atuando no processo de transformações sociais.

Para essa educação ambiental que acreditamos crítica, os problemas ambientais não são atividades fins, conforme demonstra Layrargues (1999), em que a solução se daria por mudanças comportamentais de cada indivíduo, como normalmente se trata, por exemplo, a questão do lixo no chão. Para essa proposta crítica, os problemas ambientais são temas geradores que problematizam a realidade para compreendê-la, instrumentalizando para uma ação crítica de sujeitos em processo de conscientização. Como no exemplo anterior, seria questionar o porque essa sociedade produz tanto lixo.

Portanto, de forma contrária à educação tradicional, essa é uma educação voltada para uma ação-reflexiva (teoria e prática - práxis), coletiva, em que seu conteúdo está para além dos livros, está na realidade socioambiental, ultrapassando os muros das escolas. É uma educação política voltada para a transformação da sociedade. Essa é, assim como nos disse Paulo Freire, uma Pedagogia da Esperança, capaz de construir o inédito viável dos que acreditam na possibilidade de um mundo melhor.

os 12 grandes problemas ambientais da humanidade

Random header image... Refresh for more!sobre os grandes problemas mundiais da atualidade em relação ao ambiente, levantou 12 grandes problemas que preocupam pesquisadores, administradores e gerentes da área ambiental, são eles:
1. Crescimento demográfico rápido: Mesmo considerando que a taxa de fecundidade das mulheres está diminuindo nos países desenvolvidos, o crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnológico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais, e em geral traz como consequência mais impactos ambientais, devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo.
2. Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico, a aglomeração de população em áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais. Esses centros de alta densidade populacional demandam maiores recursos, energia e infra-estrutura, além de criarem problemas complexos de caráter ambiental, econômicos e principalmente social.
3. Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas, especialmente das tropicais, ocasiona diversos problemas como erosão, diminuição da produtividade dos solos, perda de biodiversidade, assoreamento de corpos hídricos e etc.
4. Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgotos domésticos e industriais através de emissários submarinos, desastres ecológicos de grandes proporções, como naufrágio de petroleiros, acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas regiões costeiras e estuários, perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais), poluição térmica de efluentes de usinas nucleares e etc.
5. Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias, agroindústria e automóveis, através de: emissões atmosféricas das indústrias, disposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo, acúmulo de aerossóis na atmosfera provenientes da poluição veicular e industrial, contaminação do solo por pesticidas e herbicidas, e etc.
6. Poluição e eutrofização de águas interiores – rios, lagos e represas: a poluição orgânica provenientes dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hídricos continentais, os quais são fundamentais para o abastecimento público das populações. Essa pressão resulta na deterioração da qualidade da água, causada pelo fenômeno da eutrofização, acúmulo de metais pesados no sedimento, alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza alguns dos usos múltiplos dos recursos hídricos.
7. Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarreta em perda de biodiversidade, ou seja em extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. A biodiversidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos.
8. Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte, como represas de usinas hidrelétricas, portos e canais, gera impactos consideráveis e díficeis de mensurar sobre sistemas aquáticos e terrestres.
9. Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (primeira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido como aquecimento global, que é o aumento da temperatura do planeta, devido a maior retenção da radiação infravermelha térmica na atmosfera. Cada grau celsius de aumento da temperatura terrestre irá trazer consequências diferentes, e estas são acumulativas, segundo o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as geleiras de topos de montanha do mundo todo, comprometendo abastecimento locais de água, e se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.
10. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais: o aumento da demanda energética devido ao crescimento populacional, urbanização e crescente desenvolvimento tecnológico gera a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas, grandes e pequenas usinas nucleares, e etc. E quanto maior a utilização de combustíveis fosséis (termelétricas, carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. Outros tipos de matrizes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares).
11. Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de energia, de pesticidas e de fertilizantes. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de desmatamento e perda de biodiversidade.
12. Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos, a falta de saneamento básico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica, distribuição de vetores e expectativa de vida adulta e taxa de mortalidade infantil. E também pela poluição orgânica gerada pelo aporte de esgostos domésticos e drenagem pluvial em corpos d’água devido a falta de infra-estrutura adequada e a lançamentos irregulares.

Os símbolos nacionais da natureza

Fotografia: Ilkka TanskanenFotografia: Ilkka Tanskanen
Exceptuando talvez o lírio-dos-vales, todos os símbolos carregam fortes conotações de tradição popular, que nos fazem recuar aos tempos mais antigos. No entanto, estes símbolos foram escolhidos oficialmente só nas décadas de 1980 e 90, não podendo nós, portanto, afirmar que se baseiam numa tradição genuína. O objectivo da escolha destes símbolos foi o de chamar a atenção dos finlandeses e promover a estima pela natureza e pela vida selvagem do seu território. Até ao presente, foi o cisne que assumiu um valor simbólico mais forte, enquanto a bétula e o lírio são usados como motivos de decoração em ocasiões festivas. A perca não assumiu um valor simbólico particularmente significativo; o granito é usado tradicionalmente na construção e na escultura.

O cisne sagrado

Fotografia: Matti TirriO cisne bravo (cygnus cygnus), com a sua plumagem branca, o seu porte e serenidade conferem-lhe uma aparência impressionante e fazem dele um símbolo da natureza bastante valorizado — o cisne do rio da morte, o canto do cisne, a ave sagrada ou significados atribuídos mais recentemente estão presentes nos anúncios publicitários e em marcas comerciais. Fotografia: Matti Tirri
No território da Finlândia existiam inicialmente diversas culturas tribais e, portanto, os povos das diferentes partes do país tinham perspectivas diferentes acerca, por exemplo, do cisne bravo. Na parte oeste da Finlândia era ave de caça, enquanto que no leste era considerado um animal sagrado. À medida que se foram tornando cada vez mais comuns as armas de fogo, o cisne (jousten) começou a desaparecer, começando pelo sudoeste. De facto, cerca da década de 1950, o cisne bravo estava mesmo extinto na Finlândia. Nas regiões mais longínquas do norte e do leste, havia ainda cerca de 10 pares nidificadores e, para além da fronteira, na região da Carélia, já em território russo, o antigo estatuto de que beneficiava como ave sagrada manteve a espécie a salvo.
O cisne bravo foi salvo graças ao esforço e à persistência de um único homem. Trata-se de Yrjö Kokko, um médico veterinário residente em Enontekiö, na Lapónia, cujo grande sonho era fotografar um ninho de cisne bravo e documentar o seu modo de vida, em geral. Conseguiu o seu objectivo alguns anos depois de efectuar várias tentativas e escreveu o livro Laulujoutsen (O Cisne Bravo, 1950), em que descreve as suas experiências. O livro veio chamar a atenção dos finlandeses para o cisne e gerou uma opinião favorável à protecção da espécie. A população de cisnes bravos começou a aumentar, o que permitiu a Yrjö Kokko intitular o seu segundo livro, sobre o mesmo tema: Ne tulevat takaisin (Eles Estão de Volta, 1954). O número de cisnes bravos cresceu significativamente ainda durante a vida de Yrjö Kokko (morreu em 1977) e, actualmente, a espécie encontra-se espalhada por toda a Finlândia. Hoje em dia, há ninhos de cisnes até na costa sul, onde o cisne bravo se encontra com o cisne (cygnus olor) que foi inicialmente introduzido nos jardins e nos parques, encontrando-se actualmente em expansão para leste. Desde que o cisne se tornou uma espécie protegida, o número de cisnes bravos nidificadores aumentou cem vezes em apenas 40 anos. Existem já na Finlândia cerca de 2000 pares nidificadores e o número continua a aumentar. Já não são precisos vários anos para se conseguir ver um cisne nidificador; hoje em dia, alguns ninhos estão até muito próximo das habitações.
O cisne bravo constrói o ninho pela primeira vez aos 3 ou 4 anos de idade. No entanto, escolhe o par aos 2 anos e, geralmente, fixa-se na área onde, futuramente, há-de construir o ninho. Os cisnes chegam à Finlândia logo em Março ou Abril, com os lagos ainda gelados. Juntam-se em lagos não gelados e começam a nidificar logo que o gelo derrete. Constroem grandes ninhos, de preferência em pequenas ilhotas completamente rodeadas de água. Os pequenos cisnes só ficam completamente cobertos de penas cerca de 130 a 140 dias depois das mães porem os ovos. Na Lapónia morrem muitos cisnes ainda pequeninos porque os lagos voltam a gelar quando eles ainda não conseguem voar. Nas regiões do sul, os cisnes têm melhores condições de sobrevivência.
Os cisnes empreendem a sua viagem migratória de Outono só depois de os lagos gelarem. Passam o Inverno na região do Mar Báltico e, caso este venha a gelar, mudam-se para o Mar do Norte.
O uso do cisne como símbolo tem já tradições bastante antigas. O cisne aparece como figura mítica nas pinturas rupestres do Lago Onega, que têm milhares de anos. O cisne do rio Tuonela, ou do rio da morte, de acordo com a tradição Finlandesa, e o canto do cisne foram sempre temas favoritos nas artes, particularmente durante o movimento do Romantismo. Além disso, a silhueta de um cisne branco voando sobre um céu azul faz lembrar o inverso da bandeira da Finlândia, uma cruz azul sobre um fundo branco. O cisne é, hoje em dia, um dos animais mais usados em publicidade. Nos países nórdicos, coloca-se uma etiqueta com um cisne em determinados produtos de consumo, para indicar que se trata de produtos respeitadores do ambiente.

O rei das florestas

O urso pardo (ursus arctos) é uma criatura da floresta que se adaptou facilmente ao convívio com o homem. Embora seja muito raro avistar um urso, os ursos vêem pessoas todos os dias! Fotografia: Tero PajukallioO urso pardo (ursus arctos) é uma criatura da floresta que se adaptou facilmente ao convívio com o homem. Embora seja muito raro avistar um urso, os ursos vêem pessoas todos os dias! Fotografia: Tero Pajukallio
O urso (karhu) é considerado o rei das florestas finlandesas. É um animal respeitado, mas também temido. Em tempos antigos, o urso era provavelmente usado como emblema tribal, ou totem, a par do animal mais grandioso da floresta da Finlândia — o alce.
Apesar do seu estatuto de animal sagrado, o urso também é alvo da caça pelo homem. Outrora, matar um urso era um feito que dava prestígio a um homem. O espírito do urso morto era depois apaziguado com rituais complexos e exaustivos, que culminavam com uma procissão cerimoniosa em que a cabeça do urso era devolvida à floresta. Considerava-se perigoso pronunciar a palavra urso para designar o urso e, em sua substituição, proliferaram uma série de eufemismos, alguns dos quais ainda subsistem. Até mesmo a palavra finlandesa que designa floresta chegou a substituir a palavra urso; outra das alcunhas que se aplicava ao animal era mesikämmen que significa pata-de-mel.
Inicialmente os ursos eram caçados com lanças, sendo normalmente despertados do seu estado de hibernação. À medida que as armas de fogo se foram tornando mais comuns, tornou-se cada vez mais fácil matar um urso, apesar da caça ao urso permanecer um desporto perigoso. O sucesso da caça fez com que os ursos se fossem extinguindo progressivamente no sul da Finlândia, ainda no século XIX. Em meados do século XX, haviam já sido afugentados para as grandes florestas das regiões fronteiriças do norte e do leste.
Apesar disso, houve sempre migração de ursos, que atravessavam a fronteira para a Finlândia, vindos das terras da União Soviética. Quando o urso se tornou uma espécie protegida, a sua população começou a aumentar, o que fez com que os ursos voltassem a expandir-se de novo em direcção a oeste. Actualmente, existem cerca de 1000 ursos espalhados por todo o território da Finlândia, exceptuando apenas o arquipélago a sudoeste e o Arquipélago de Åland.
Apesar de o urso ser visto como um habitante de regiões selvagens solitárias, ele pode adaptar-se a áreas habitadas pelo homem. Sabe-se que os ursos hibernaram já em locais muito próximos de habitações. Apesar de existirem em grande número, é muito raro deixarem-se avistar, pois evitam, muito cuidadosamente, as pessoas que andam pelas florestas. Ainda assim, é fácil encontrar «pistas» de ursos, como pegadas, árvores com marcas de garras ou formigueiros destruídos.
Actualmente é permitida a caça ao urso, mas a uma escala limitada. As licenças de caça destinam-se, normalmente a caçar ursos que apresentem ferimentos ou comportamentos perigosos. Considera-se importante eliminar ursos que matam gado ou que visitam continuamente os quintais das pessoas, pois podem ser perigosos.
Um urso ferido é sempre perigoso. Pode atacar um ser humano para defender as suas crias. Se alguém se cruzar com uma cria de urso na floresta, deve retomar o caminho de volta, calmamente. O perigo é maior se alguém surgir no caminho entre a mãe e as crias. Foi o que aconteceu provavelmente a um homem que morreu em 1998, ao ser atacado por um urso. Muitos dos ferimentos causados pelos ursos ocorrem durante as caçadas.
A utilidade do urso como símbolo pode estar, de certo modo, limitada pelo facto de a ex-União Soviética (actual Rússia) ser mundialmente representada por um urso enorme cujas acções têm de ser previstas pelos seus vizinhos mais pequenos. Apesar de tudo, a expressão «viver ao lado do urso» não é, geralmente, usada na Finlândia e os cartunistas finlandeses raramente recorrem ao urso para representar a Rússia. O urso não deixa, no entanto, de ser uma figura incómoda para os finlandeses, mas por outra razão: o cobrador de impostos é normalmente representado por um urso com um boné de pala e um enorme saco de dinheiro...

Contraplacado, papel e sauna

Fotografia: Matti TirriA bétula (betula pendula), com a sua folhagem verde-clara e o tronco branco constitui uma característica proeminente do Verão na Finlândia. A bétula é também uma árvore decorativa nos dias gélidos do Inverno. É uma das árvores nacionais mais populares da Finlândia. Fotografia: Matti Tirri
A bétula (koivu) é das árvores mais comuns das florestas da Finlândia, a par do abeto e do pinheiro. Sempre desempenhou um papel importante na vida do povo finlandês. A cultura finlandesa de tempos antigos está frequentemente associada à «cultura da casca da bétula» e com razão, apesar de a expressão ser hoje usada num sentido depreciativo. A bétula servia muito bem a quem tivesse habilidade para a aproveitar: na Primavera, a seiva dava uma bebida saudável e da casca se faziam os tectos das habitações, atilhos, cestos, pratos e outros recipientes e até mesmo sapatos de casca de bétula. A madeira, por sua vez, era usada na construção de casas, de mobiliário e, especialmente, de ferramentas. Os ramos frondosos eram usados na sauna ou, em alternativa, secavam-se para obter forragem para alimentar o gado no Inverno. A bétula desempenhava um papel importante nas queimadas para fertilizar o solo e as queimadas eram também importantes para as bétulas; os campos queimados, abandonados, depressa se transformavam em bosques de bétulas, que podiam ser queimadas de novo para voltar a cultivar. Como produto exótico importado de terras longínquas, a casca branca da bétula chegou até aos tesouros do túmulo do Faraó Tutankhamon.
No entanto, os primeiros povos finlandeses mantinham uma relação diária e pragmática com a bétula. Nesses tempos recuados, a árvore sagrada que protegia a casa e mantinha o viajante a salvo de perigos era, na verdade, a sorveira-dos-passarinhos. Aquando da votação popular para eleger a árvore nacional, muitos apostaram que iria ganhar a sorveira, mas foi a bétula que venceu, com uma clara vitória. De facto, mesmo o pinheiro, o zimbro e a bétula vermelha também se classificaram acima da sorveira.
No decorrer do século XIX, a bétula foi também romantizada. No conto de fadas de Zacharias Topelius intitulado Koivu ja tähti («A bétula e a estrela»), duas crianças que andavam perdidas, em busca da sua casa, conseguiram encontrá-la ao reconhecerem a bétula plantada no quintal. Hoje em dia, a figura da menina finlandesa envergando o traje tradicional, encostada a uma bétula é já uma imagem mais vulgar do que propriamente um emblema nacional; devem existir centenas de postais com esta ilustração! Muitos foram já os jovens finlandeses que, por gracejo, “desposaram” as suas noivas com um anel feito de casca de bétula, antes de lhes oferecerem um anel de noivado verdadeiro.
A bétula merece, sem dúvida, o seu estatuto de árvore nacional da Finlândia. Predomina num quinto das florestas finlandesas, mas encontra-se também um pouco por toda a parte. No tempo dos fogões a lenha, a sua madeira era usada como combustível e uma décima parte das casas finlandesas ainda hoje são aquecidas com cepos dessa árvore; já para não falar da maioria das cabanas de sauna de Verão. Durante décadas, a indústria de contraplacado assentou inteiramente na bétula. Contudo, devido à quebra na procura do contraplacado, a bétula foi desprezada e considerada “madeira de segunda” durante algum tempo, até que alguém percebeu que era uma óptima fonte para uma excelente fibra de papel. O açúcar de bétula, também conhecido como xilitol, é cada vez mais usado como adoçante (pelo menos, na Finlândia), dado que se provou ser benéfico para os dentes, ao contrário de outros tipos de açúcar. Graças à revalorização da bétula, estão sendo plantadas novas florestas desta árvore.
Na Finlândia, existem duas espécies de bétula: a betula verrucosa (rauduskoivu), que cresce em solo duro, e a bétula pubescens (hieskoivu), que se desenvolve em terrenos pantanosos ou propensos a inundações. As flores da bétula nascem em Maio, antes de crescerem as folhas. As flores tornam-se amarelas e caem em Setembro, no norte da Finlândia, e em Outubro, no sul. A bétula possui um tronco direito, que se pode abater quando a árvore atinge os 50 anos. Começa a deteriorar-se gradualmente após cerca de uma centena de anos, mas, em condições favoráveis, pode atingir mais de 300 anos. A bétula mais alta da Finlândia mede 32 metros.
A bétula contém diversas substâncias que a tornam desagradável ao paladar, o que não a impede, no entanto, de constituir a base alimentar da lebre e do alce durante o Inverno. Centenas de espécies alimentam-se das suas folhas durante o período estival; só as borboletas, são cerca de 100 tipos diferentes as que comem folhas de bétula, quando se encontram ainda na fase larvar.

Um inebriante aroma floral

No mês de Junho, quando floresce, o lírio-dos-vales (convallaria majalis) é a flor que mais atrai, pelo seu aroma forte e delicado Fotografia: Tero PajukallioNo mês de Junho, quando floresce, o lírio-dos-vales (convallaria majalis) é a flor que mais atrai, pelo seu aroma forte e delicado Fotografia: Tero Pajukallio
Tradicionalmente, o lírio-dos-vales (kielo) nunca deteve nenhum estatuto especial na Finlândia. Isto mesmo se comprova pelos nomes vulgares que assume nos dialectos finlandeses, que normalmente advêm da semelhança que as suas folhas apresentam com a língua de uma vaca. Era conhecido como planta medicinal e também como veneno; é, aliás, uma das plantas mais venenosas da Finlândia. Na primeira votação para eleger a flor nacional, o lírio-dos-vales, na verdade, não se saiu muito bem, pois os finlandeses, muitos dos quais viviam ainda em comunidades rurais na década de 1930, preferiram a centáurea e a margarida. Entretanto, em 1982, já com uma população mais urbana, o lírio-dos-vales acabou por ser eleito como a flor nacional.
O lírio-dos-vales encontra-se em quase todo o território finlandês, apesar de ser hoje muito raro na região da Lapónia. No sul do país, é uma flor comum nas florestas secas ou de folhas caducas e nas extremidades dos bosques. O lírio-dos-vales aparece em Junho. As flores brancas têm um aroma delicado e inebriante, sendo utilizadas na indústria dos perfumes.
O lírio-dos-vales tem uma raiz forte e uma haste com duas folhas. Pode dar flores no Inverno, embora nem todas as hastas que saem da raiz venham a dar flor; não florescem tão facilmente como as túlipas ou os crocus.
As bagas vermelhas amadurecem no Outono. O acentuado contraste entre o azul da semente e o vermelho do fruto poderia constituir um sinal de alerta para a sua natureza venenosa. Os finlandeses sabem-no muito bem, tanto que a planta nunca provocou nenhum caso grave de envenenamento. Além disso, as bagas silvestres são absolutamente inofensivas para os pássaros. Parece até que muitos pássaros dos bosques, incluindo o tordo, espalham as sementes para novos locais.

A perca

A perca (perca fluviatilis) é o peixe mais comum da Finlândia e tanto se pode encontrar em pequenas lagoas e ribeiros como no mar Báltico.A perca (perca fluviatilis) é o peixe mais comum da Finlândia e tanto se pode encontrar em pequenas lagoas e ribeiros como no mar Báltico.
A perca (ahven) é a espécie de peixe mais comum da Finlândia, encontrando-se em quase todos os tipos de águas ao longo do país. Só não existe em lagos a mais de 450 metros de altitude acima do nível das águas do mar, nas regiões montanhosas da Lapónia. Trata-se de um peixe adaptável que se dá tão bem em ribeiros e lagoas como em grandes lagos, ou até mesmo nas águas salobras do mar Báltico.
A perca é o peixe mais pescado e, porventura, o preferido dos pescadores. Todos os anos são pescados na Finlândia cerca de 10 milhões de quilos de perca, sendo uma boa parte desta pescaria da responsabilidade de pessoas que praticam a pesca como passatempo. Se considerarmos apenas a pesca em águas geladas, cerca de 2 milhões de quilos de perca são depositados sobre o gelo do Inverno. A carne da perca é branca e saborosa. As únicas características que lhe são desvantajosas são o seu tamanho relativamente pequeno e a baixa taxa de crescimento. A maior parte das percas que são pescadas pesam menos de 100 gramas. Só atingem 1 kg de peso quando têm cerca de 20 anos de idade. Apesar de tudo, a taxa de crescimento é muito variável e depende do tipo de água em que a perca vive. A taxa de maior crescimento regista-se nos grandes lagos e no mar. A maior perca apanhada na Finlândia pesava mais de 3,6 kg, mas as percas com mais de 2 kg são extremamente raras de encontrar.

Rocha sólida

Fotografia: Matti TirriO granito (graniitti) é uma mistura de quartzo, feldspato e mica e é constituído por cristais bastante grosseiros, em que os diferentes minerais se distinguem muito bem. Na Finlândia, o granito é muito usado na construção, mas também na escultura. Talvez seja mais indicado para esculturas do tipo tosco, mas também é utilizado em peças muito delicadas. Fotografia: Matti Tirri
A camada rochosa da Finlândia é a mais antiga da Europa. A maior parte do granito formou-se há cerca de 1800 a 2800 milhões de anos e os tipos mais recentes têm cerca de 1600 milhões de anos. Na Finlândia, mesmo os tipos de granito mais recentes existem apenas em depósitos muito reduzidos.
O granito e outras rochas intrusivas, contendo uma grande percentagem de sílica, constituem metade de toda a camada rochosa da Finlândia. O granito formou-se nas profundidades da camada rochosa, nas raízes das cadeias rugosas, onde a cristalização do magma se deu de forma lenta. Os principais minerais que compõem o granito são o feldspato, a plagioclase, o quartzo e a mica. Normalmente tem cristais bastante grosseiros, o que permite distinguir os diferentes minerais. A quantidade desses minerais é variável, o que faz com que a cor do granito seja também variável — pode ir do cinzento-escuro ao cinzento-claro e ao vermelho. O granito é um material de construção sólido e versátil, sendo extraído em várias regiões da Finlândia. O uso mais original que se dá ao granito — e o mais típico — são os cilindros laminadores das máquinas de corte de papel. Esses cilindros de granito, que pesam dezenas de toneladas, são cortados com uma precisão de fracções de milímetro.
As opiniões expressas nos artigos são da total responsabilidade dos seus autores.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Poluição do ar

A maior parte da poluição do ar é produzida como resultado da queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Esses combustíveis foram formados durante milhares de anos a partir de plantas e animais mortos. Os depósitos se formavam e eram finalmente cobertos por outras rochas e comprimidos. Eles permaneceram praticamente intactos até a metade do século XIX. Desde então, são usados em quantidades cada vez maiores para mover veículos, aquecer edifícios nos países frios e fundir metais como o ferro.

Quando o combustível é queimado, não libera apenas energia, mas muitos produtos químicos, incluindo enxofre e nitrogênio contidos no material orgânico. Essas substâncias são dois dos mais importantes ingredientes na chuva ácida. Enxofre e nitrogênio são subprodutos indesejáveis na queima dos combustíveis, sendo geralmente lançados diretamente na atmosfera onde se acreditava que se dispersavam sem riscos.

Hoje sabemos que não é assim. Eles se convertem rapidamente em dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, os quais podem ser julgados prejudiciais ao meio ambiente.


As quantidades lançadas na atmosfera são espantosas: cerca de 24 milhões de toneladas de dióxido de enxofre por ano na América do Norte e 44 milhões de toneladas na Europa. É o suficiente para encher completamente cerca de 150 petroleiros! A maior parte do enxofre vem das fábricas e usinas termelétricas.


A quantidade de óxidos de nitrogênio produzida é menor, mas mesmo assim chega a 22 milhões de toneladas na América do Norte e 15 milhões de toneladas na Europa Ocidental. A maior parte dos óxidos de nitrogênio provém da emissão dos motores dos veículos. À medida que o tráfego aumenta em até 20% ao ano na Europa, é provável que o problema se agrave, a menos que se tomem providências imediatas.



O que acontece com a poluição do ar?

Uma parte da poluição rapidamente se precipita ao solo, antes de ser absorvida pela umidade do ar. Deposita-se nas árvores, edifícios e lagos, geralmente na área onde foi produzida. É a chamada precipitação seca. Estes depósitos se formam e mais tarde se combinam com a água da chuva, transformando-se em ácidos.

O resto da poluição pode permanecer no ar por mais de uma semana e é transportada pelo vento a longas distâncias. Durante esse período, as substâncias químicas reagem com o vapor d’água na atmosfera, transformando-se nos ácidos sulfúrico e nítrico diluídos. Esses ácidos também reagem com outras substâncias químicas na atmosfera formando poluentes secundários. Destes, o ozônio é um dos mais perigosos, pois prejudica a vegetação.


Quando a precipitação ácida ocorre sob a forma de neve, os problemas para o meio ambiente são retardados, mas podem ser muito piores posteriormente. Durante o inverno, a neve se acumula no solo, retendo seus ácidos. Na primavera, quando a neve derrete, há um súbito fluxo de água que corre pelo chão até os rios e lagos. Eventualmente, ácidos que ficaram retidos por seis meses são liberados em poucas semanas. Estas correntezas ácidas, como são chamadas, são particularmente prejudiciais para plantas e animais.

A ação do vento

Por volta de 1661, cientistas da Grã-Bretanha descobriram que a poluição industrial podia afetar a saúde das pessoas e as plantas das redondezas. Com o crescimento industrial nos séculos XVIII e XIX, aumentaram os danos para a saúde das pessoas e para o meio ambiente. Entretanto, ninguém pensava que a poluição pudesse ser transportada para muito longe. Então, em 1881, um cientista norueguês descobriu um fenômeno que ele chamou de precipitação suja, o qual ocorria na costa oeste da Noruega, onde não havia indústria poluidora. Ele suspeitou que viesse da Grã-Bretanha. Hoje os cientistas provam, sem sombra de dúvida, que a poluição é conduzida pelo ar a grandes distâncias. Se alguma prova adicional fosse necessária, seria fornecida pelo acidente na usina nuclear de Chernobyl, que produziu chuvas radioativas em áreas da Europa Ocidental e Oriental. Os efeitos dessa chuva radioativa sobre o ambiente podem perdurar por dezenas de anos.

Os países escandinavos reconheceram que a chuva ácida era uma das causas principais da acidificação de seus lagos. Aceitando essa evidência, a maioria dos países concorda em reduzir suas emissões. Alguns, entretanto, mostram muita má vontade e afirmam que são evidências mais contundentes para provar que o dióxido de enxofre causa de fato um grande malefício ao meio ambiente.

A que distância a poluição pode alcançar?

Se você olhar para a fumaça que sai de uma chaminé, verá que em poucos dias do ano ela sobe verticalmente. Na maior parte das vezes ela se inclina, porque o ar ao redor da chaminé está em movimento. Mesmo quando parece haver apenas uma brisa próxima ao solo, nas camadas mais altas o vento pode ser bem mais forte.

A poluição que sai das chaminés é levada pelo vento. Uma parte dela pode permanecer no ar durante uma semana ou mais, antes de se depositar no solo. Nesse período ela pode ter viajado muitos quilômetros. Mesmo um vento fraco de 16 km/h poderia transportá-la para além de 1600 km em cinco dias. Quanto mais a poluição permanece na atmosfera, mais a sua composição química se altera, transformando-se num complicado coquetel de poluentes que prejudica o meio ambiente.

Nas mais importantes áreas industriais do Hemisfério Norte, o vento predominante (aquele que sopra com mais freqüência) vem do oeste. Isso significa que as áreas situadas no caminho do vento, que sopra destas regiões industriais, recebem uma grande dose de poluição. Cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes ácidos são levados a cada ano dos Estados Unidos para o Canadá. De todo o dióxido de enxofre precipitado no leste canadense, metade dele provém das regiões industriais situadas no nordeste dos EUA.

Resolvendo os problemas:


Conservação de energia:

O modo de vida ocidental envolve o consumo de grande quantidade de energia no transporte, na indústria, na refrigeração, na iluminação e na preparação de alimentos. Todavia, calcula-se que se empregássemos os combustíveis de modo mais eficiente e adotássemos medidas para conservar energia, ainda poderíamos desfrutar de um auto padrão de vida consumindo a metade da energia. Quanto menor for a quantidade de energia consumida, será proporcionalmente menor a quantidade de poluição produzida.


Uso de fontes alternativas de energia

Carvão, petróleo e gás natural são usados para suprir mais de 75% das exigências mundiais. Essas fontes fatalmente se esgotarão um dia. É possível utilizar fontes naturais inesgotáveis de energia. São as chamadas fontes renováveis de energia. Elas incluem a energia hidrelétrica (uso de energia das quedas d’água para acionar geradores); Biomassa (queima de matérias orgânica de origem vegetal ou animal); energia geotérmica (uso do calor natural das profundezas da crosta terrestre); Energia das ondas do mar e das marés; E a energia eólica dos moinhos de vento. A energia nuclear, que é gerada a partir de fissões atômicas, também é renovável e não produz poluentes como o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio. Por outro lado, existe muita gente que vive atemorizada pelos perigos dos acidentes nucleares e se preocupa com o acondicionamento do lixo atômico.


Entre os recursos renováveis, a energia hidrelétrica é uma das mais desenvolvidas, fornecendo 25% da eletricidade mundial. No entanto, essa quantidade poderia ser extremamente aumentada, com um mínimo de prejuízo para o meio ambiente. Atualmente, destina-se muito pouco dinheiro para a pesquisa e o desenvolvimento da energia eólica e das ondas do mar. Com tudo, as fazendas de vento da Califórnia, EUA, mostram que energia não poluente pode ser produzida de modo economicamente viável e em quantidade suficiente.

Uso de combustíveis com baixo teor de enxofre

Nem todo o carvão ou petróleo contém grande quantidade de enxofre. Passando a explorar essas fontes, a quantidade de poluição poderia ser reduzida. Mas qual seria o efeito sob aquelas áreas onde as pessoas trabalham na mineração de combustíveis fósseis com alto teor de enxofre? Haveria muito desemprego?

Remoção da poluição na fonte

O enxofre pode ser removido do combustível antes de ser queimado e vendido para a indústria como subproduto. Isso realmente melhoraria as perspectivas de empregos nas áreas de mineração, mas somente o seu carvão ainda pudesse ser vendido por um preço elevado. Alternativamente, o enxofre pode ser removido da fumaça antes que esta seja lançada na atmosfera. Pode-se fazer isso utilizando dispositivos chamados dessulfurizadores, que são instalados nas chaminés. Sua função é borrifar cal sob a fumaça.

Mudança no nosso comportamento

Há atitudes que cada um de nós pode tomar agora para reduzir os problemas de poluição. Por exemplo, diminuindo apenas 2
° no termostato do aquecimento central nos países frios, se gastaria bem menos combustível. Em vez de aumentar o aquecimento, as pessoas poderiam se agasalhar melhor. Dirigindo mais devagar, reduzindo-se a quantidade de óxido de nitrogênio produzida pelos motores. Em alguns países, os limites de velocidade poderiam ser reduzidos. Um limite de 80 km/h parece estabelecer uma boa combinação entre velocidade e a poluição. Uma grande quantidade de energia e poluição poderia ser poupada, se mais pessoas utilizassem regulamente o transporte coletivo, em vez de se deslocarem em seus próprios carros. Isso, evidentemente, exigirá uma atuação mais decidida do poder público para melhorar esse tipo de transporte.


Educação

A não ser que as pessoas se conscientizem da seriedade do problema, pouco incentivo haverá para que os cientistas atuem adequadamente.

A educação desempenha, sem dúvida alguma, um papel importante na conscientização sobre os problemas ambientais.


Importância de algumas poluições em diversos países (em milhões de toneladas)

Natureza das poluições
Estados
Unidos
França
Inglaterra
Alema-nha Federal
Fumaças e detritos agrícolas
1300
560
340
470
Resíduos de explorações mineiras
1000
240
350
380
Detritos domésticos e efluente industrial
400
80
120
130
Carcaças de automóveis
17
3
4
6
Produtos de poluição atmosférica
150
37
44
55




NATUREZA DOS POLUENTES
ATMOSFE-RA
CONTINENTAIS
LÍMNICOS
MARINHOS



Poluentes Físicos:
Radiações ionizantes
+
+
+
+



Poluição térmica
+ +






Poluentes Químicos
Hidrocarbonetos
+
+
+
+



Matérias Plásticas
+
+
+
+



Pesticidas
+
+
+



Compostos orgânicos
+
+
+
+



Derivados do enxofre
+
+
+



Nitratos
+
+
+



Fosfatos
+
+
+



Metais Pesados
+
+
+
+



Fluoretos
+
+



Partículas Minerais
+
+









Poluentes Biológicos
Matérias orgânicos mortos
Microorga-nismos patogênicos
+
+
+
+


+

+

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Cidade limpa, sociedade organizada.


APRENDA A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE

POLUIÇÃO DOS RIOS




Rio Sem Poluição



Os rios são fonte de vida. Desde a Antigüidade, suas águas são essenciais para que as pessoas possam viver, bebendo, banhando-se, navegando, além de outras utilidades. Mais recentemente, até mesmo energia elétrica é produzida pela força das quedas d’água dos rios, iluminando as cidades.

Um rio sem poluição é aquele em que os peixes e as plantas crescem naturalmente, tem águas limpas e cristalinas. Sua água serve para regar plantações, tomar banhos e também para beber. Para um rio ser assim, é preciso que não se jogue lixo, nem esgoto diretamente nele.


Rios Poluídos

A poluição da água é a introdução de materiais químicos, físicos e biológicos que estragam a qualidade da água e afeta o organismo dos seres vivos. Esse processo vai desde simples saquinhos de papel até os mais perigosos poluentes tóxicos, como os pesticidas, metais pesados (mercúrio, cromo, chumbo) e detergentes .

A poluição mais comum é aquela causada pelo lixo que o homem joga nos rios. O crescimento das cidades e de sua população aumentaram os problemas, porque o tratamento de esgotos e de fossas não conseguiu acompanhar o ritmo de crescimento urbano.

Produtos químicos e sujeira dos esgotos são jogados diretamente nos rios ou afetam os lençóis d’água que formam as nascentes. O excesso de sujeira funciona como um escudo para a luz do sol, afetando o leito dos rios e seu ciclo biológico. Ou seja, as plantas e animais que nele vivem passam a sofrer problemas.



A Poluição dos Rios, A Vida das Pessoas e da Natureza

Por exemplo: o nitrogênio e o fósforo são elementos essenciais para a vida aquática, mas o excesso desses elementos, provocado pela poluição, podem causam um crescimento acelerado na vegetação aquática. Com isso, sobra menos oxigênio, podendo até mesmo matar os peixes daquele rio ou lagoa.



Talvez mais perigosa do que o lixo dos esgotos é a poluição química das indústrias, que jogam toneladas e mais toneladas de produtos químicos diretamente nos rios, sem qualquer processo de filtragem.

A exploração de ouro nos rios da Amazônia, por exemplo, usa o mercúrio para separar o ouro de outros materiais. Esse mercúrio, depois de usado, é jogado diretamente nos rios, matando grande quantidade de peixes e plantas. Com isso, nem os seres vivos dos rios podem sobreviver, nem o homem pode usar a água para beber, tomar banho ou regar plantações.



Como Contribuir Para Evitar A Poluição dos Rios
  1. Não jogue lixo nas águas dos rios.
  2. Não canalize esgoto diretamente para os rios.
  3. Não desperdice água, em casa ou em qualquer outro lugar.
  4. Observe se alguma indústria está poluindo algum rio e avise as autoridades sobre a ocorrência