segunda-feira, 14 de maio de 2012
cuide da natureza
cuide da natureza por que se você nao cuidar da natureza um dia ela se destruira e você não podera viver sem ela,então cuide dela e lembrece sempre que a natureza e sua companheira
segunda-feira, 5 de março de 2012
ÁRVORES E CURIOSIDADES: nem sempre falamos disto ...
Todos sabem da beleza das árvores. Mais do que tornar o ambiente mais bonito, as árvores mantêm a umidade do ar e ajudam a absorver o gás carbônico da queima de combustíveis, nos fornecendo mais oxigênio.
a natureza do problema
| Quando tanto se fala, como hoje em dia, em educação ambiental é porque há um reconhecimento da sociedade de que existem alguns problemas com o meio ambiente, ou melhor, na relação ser humano-natureza. Tradicionalmente a educação é chamada para solucionar os problemas sociais, como sendo a grande redentora da sociedade. Se o problema é com a sexualidade, cria-se a educação sexual; se é com o trânsito, educação para o trânsito; se é com o meio ambiente, educação ambiental, e por aí vai. Mas de que educação, de um modo geral, e em particular ambiental, estamos falando? Partindo do reconhecimento de que há hoje uma crise ambiental, decorrente de um processo histórico que colocou a sociedade humana e a natureza em lados opostos, peço para pensarmos na caminhada da humanidade e identificarmos, em paralelo a essa caminhada, um processo de individualização da humanidade. Retrocedendo até aos homens das cavernas, pode-se perceber a postura grupal submetida às forças naturais estabelecidas nas relações ecológicas. Éramos caça e caçadores perfeitamente identificados em uma cadeia alimentar. Éramos uma das partes integradas ao todo natural. Na outra extremidade desse processo histórico-cultural chegamos às sociedades contemporâneas, à modernidade baseada em uma visão liberal de mundo (indivíduo como célula mater da sociedade), em que a individualização chega ao extremo do individualismo, do egoísmo, do cada um por si. Nesse contexto, os seres humanos sentem-se cada vez mais partes isoladas do todo e rompem, entre outros, o elo de ligação com a natureza. Do sentimento de não pertencimento à natureza para o de dominação e exploração foi um pequeno passo das sociedades humanas. O que prevalece hoje são os interesses individuais/particulares sobre as necessidades comuns, coletivas, do conjunto. Essa prevalência justifica-se por essa postura individualista e antropocêntrica - quando a humanidade se vê como o centro e tudo que está ao seu redor existe para atender aos seus interesses. Essas posturas, somadas à competição exacerbada entre indivíduos, classes sociais e nações, à acumulação privada de um bem público que é o meio ambiente e à concentração da riqueza, entre outras, intensificou tremendamente a exploração do meio ambiente e o distanciamento entre os seres humanos dessa sociedade urbano-industrial e a natureza, o que produz a degradação de ambos. Meio ambiente é conjunto, é sistêmico, precisa ser percebido em sua realidade complexa, na sua totalidade. A exploração da natureza como se fosse um recurso inesgotável, vista de forma fragmentada, sem a preocupação e o respeito com as relações de equilíbrio ecológico e sua capacidade de suporte, que seriam melhor percebidas a partir de uma visão de totalidade, resultaram nos graves problemas ambientais da atualidade. É aqui que a educação ambiental vem sendo chamada para "resolver" os problemas da nossa sociedade urbano-industrial. Mas qual a "natureza" desses problemas? Ao nos remetermos, por exemplo, às realidades rurais, talvez possamos pensar que, pela maior presença de elementos naturais nesse meio, os problemas ambientais são aqueles distantes, como o desmatamento da Amazônia, ou os globais, como o buraco na camada de ozônio ou efeito estufa. Mas ao nos aproximarmos dessas realidades locais, percebemos que ocorrem também vários problemas socioambientais, como agrotóxico, erosão, desmatamento, contaminação das águas, concentração de terras, pobreza etc. No entanto, esses problemas localizados, mesmo em pequenas comunidades, acontecem em todo o mundo. Os problemas ambientais locais e globais se interrelacionam, não são aspectos isolados de cada realidade. Portanto, a "natureza" do problema está no atual modelo de sociedade, individualista, consumista, concentrador de riqueza, que gera destruição, antagônico às características de uma natureza que é coletiva, que recicla, que gera a vida. Esse é um dos problemas centrais em que a educação ambiental deve se debruçar: entender as estruturas dessa sociedade, a sua dinâmica intermediada pelas relações desiguais de poder, as suas motivações dinamizadas pelo privilégio aos interesses particulares. É desvelar a origem dos problemas ambientais e não apenas nos restringirmos às suas conseqüências. Qual proposta de educação dará conta disso? Será uma educação tradicional que acredita que o comportamento da sociedade é resultado da soma dos comportamentos de cada indivíduo? Que o professor transmite os conhecimentos corretos e que disso resultará na mudança de comportamento dos alunos, solucionando assim os problemas? Que acredita que somando esses comportamentos "corretos" teremos uma nova sociedade? Será que dessa forma superaremos os problemas ambientais? Basta transmitir o conhecimento certo aos nossos alunos que eles terão consciência ecológica? Essa educação tradicional é eminentemente teórica, pelo papel do professor como transmissor de conhecimentos, e é passiva, pelo aluno ser o receptor desse conhecimento. Reforça valores individualistas quando acredita que o indivíduo é que forma a sociedade, quando não valoriza as relações sociais entre esses indivíduos. É presa ao conteúdo dos livros sem contextualizar em uma realidade socioambiental, podendo, portanto, ficar restrita à sala de aula, não estimulando a interação desses indivíduos em um processo de intervenção na realidade social. É uma educação "bancária", conservadora, pouco apta a mudanças sociais, conforme denunciava o mestre Paulo Freire. A proposta que nos movimenta é de uma educação crítica, que compreende a sociedade como um sistema, em que cada uma de suas partes (indivíduos) influencia o todo (sociedade), mas ao mesmo tempo a sociedade, os padrões sociais, influenciam os indivíduos. Portanto, para haver mudanças significativas não bastam apenas mudanças individuais (partes), mas necessita-se também mudanças recíprocas na sociedade (todo). Nessa relação (dialética) entre indivíduo e sociedade é que se constrói o processo de uma educação política, que forma indivíduos como atores (sujeitos) sociais, aptos a atuarem coletivamente no processo de transformações sociais em busca de uma nova sociedade ambientalmente sustentável. Nesse processo eles se transformam também, se educam, se conscientizam. Indivíduos que se transformam atuando no processo de transformações sociais. Para essa educação ambiental que acreditamos crítica, os problemas ambientais não são atividades fins, conforme demonstra Layrargues (1999), em que a solução se daria por mudanças comportamentais de cada indivíduo, como normalmente se trata, por exemplo, a questão do lixo no chão. Para essa proposta crítica, os problemas ambientais são temas geradores que problematizam a realidade para compreendê-la, instrumentalizando para uma ação crítica de sujeitos em processo de conscientização. Como no exemplo anterior, seria questionar o porque essa sociedade produz tanto lixo. Portanto, de forma contrária à educação tradicional, essa é uma educação voltada para uma ação-reflexiva (teoria e prática - práxis), coletiva, em que seu conteúdo está para além dos livros, está na realidade socioambiental, ultrapassando os muros das escolas. É uma educação política voltada para a transformação da sociedade. Essa é, assim como nos disse Paulo Freire, uma Pedagogia da Esperança, capaz de construir o inédito viável dos que acreditam na possibilidade de um mundo melhor. |
os 12 grandes problemas ambientais da humanidade
2. Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico, a aglomeração de população em áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais. Esses centros de alta densidade populacional demandam maiores recursos, energia e infra-estrutura, além de criarem problemas complexos de caráter ambiental, econômicos e principalmente social.
3. Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas, especialmente das tropicais, ocasiona diversos problemas como erosão, diminuição da produtividade dos solos, perda de biodiversidade, assoreamento de corpos hídricos e etc.
4. Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgotos domésticos e industriais através de emissários submarinos, desastres ecológicos de grandes proporções, como naufrágio de petroleiros, acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas regiões costeiras e estuários, perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais), poluição térmica de efluentes de usinas nucleares e etc.
5. Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias, agroindústria e automóveis, através de: emissões atmosféricas das indústrias, disposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo, acúmulo de aerossóis na atmosfera provenientes da poluição veicular e industrial, contaminação do solo por pesticidas e herbicidas, e etc.
6. Poluição e eutrofização de águas interiores – rios, lagos e represas: a poluição orgânica provenientes dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hídricos continentais, os quais são fundamentais para o abastecimento público das populações. Essa pressão resulta na deterioração da qualidade da água, causada pelo fenômeno da eutrofização, acúmulo de metais pesados no sedimento, alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza alguns dos usos múltiplos dos recursos hídricos.
7. Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarreta em perda de biodiversidade, ou seja em extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. A biodiversidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos.
8. Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte, como represas de usinas hidrelétricas, portos e canais, gera impactos consideráveis e díficeis de mensurar sobre sistemas aquáticos e terrestres.
9. Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (primeira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido como aquecimento global, que é o aumento da temperatura do planeta, devido a maior retenção da radiação infravermelha térmica na atmosfera. Cada grau celsius de aumento da temperatura terrestre irá trazer consequências diferentes, e estas são acumulativas, segundo o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as geleiras de topos de montanha do mundo todo, comprometendo abastecimento locais de água, e se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.
10. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais: o aumento da demanda energética devido ao crescimento populacional, urbanização e crescente desenvolvimento tecnológico gera a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas, grandes e pequenas usinas nucleares, e etc. E quanto maior a utilização de combustíveis fosséis (termelétricas, carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. Outros tipos de matrizes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares).
11. Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de energia, de pesticidas e de fertilizantes. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de desmatamento e perda de biodiversidade.
12. Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos, a falta de saneamento básico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica, distribuição de vetores e expectativa de vida adulta e taxa de mortalidade infantil. E também pela poluição orgânica gerada pelo aporte de esgostos domésticos e drenagem pluvial em corpos d’água devido a falta de infra-estrutura adequada e a lançamentos irregulares.
Os símbolos nacionais da natureza
O cisne sagrado
O cisne bravo foi salvo graças ao esforço e à persistência de um único homem. Trata-se de Yrjö Kokko, um médico veterinário residente em Enontekiö, na Lapónia, cujo grande sonho era fotografar um ninho de cisne bravo e documentar o seu modo de vida, em geral. Conseguiu o seu objectivo alguns anos depois de efectuar várias tentativas e escreveu o livro Laulujoutsen (O Cisne Bravo, 1950), em que descreve as suas experiências. O livro veio chamar a atenção dos finlandeses para o cisne e gerou uma opinião favorável à protecção da espécie. A população de cisnes bravos começou a aumentar, o que permitiu a Yrjö Kokko intitular o seu segundo livro, sobre o mesmo tema: Ne tulevat takaisin (Eles Estão de Volta, 1954). O número de cisnes bravos cresceu significativamente ainda durante a vida de Yrjö Kokko (morreu em 1977) e, actualmente, a espécie encontra-se espalhada por toda a Finlândia. Hoje em dia, há ninhos de cisnes até na costa sul, onde o cisne bravo se encontra com o cisne (cygnus olor) que foi inicialmente introduzido nos jardins e nos parques, encontrando-se actualmente em expansão para leste. Desde que o cisne se tornou uma espécie protegida, o número de cisnes bravos nidificadores aumentou cem vezes em apenas 40 anos. Existem já na Finlândia cerca de 2000 pares nidificadores e o número continua a aumentar. Já não são precisos vários anos para se conseguir ver um cisne nidificador; hoje em dia, alguns ninhos estão até muito próximo das habitações.
O cisne bravo constrói o ninho pela primeira vez aos 3 ou 4 anos de idade. No entanto, escolhe o par aos 2 anos e, geralmente, fixa-se na área onde, futuramente, há-de construir o ninho. Os cisnes chegam à Finlândia logo em Março ou Abril, com os lagos ainda gelados. Juntam-se em lagos não gelados e começam a nidificar logo que o gelo derrete. Constroem grandes ninhos, de preferência em pequenas ilhotas completamente rodeadas de água. Os pequenos cisnes só ficam completamente cobertos de penas cerca de 130 a 140 dias depois das mães porem os ovos. Na Lapónia morrem muitos cisnes ainda pequeninos porque os lagos voltam a gelar quando eles ainda não conseguem voar. Nas regiões do sul, os cisnes têm melhores condições de sobrevivência.
Os cisnes empreendem a sua viagem migratória de Outono só depois de os lagos gelarem. Passam o Inverno na região do Mar Báltico e, caso este venha a gelar, mudam-se para o Mar do Norte.
O uso do cisne como símbolo tem já tradições bastante antigas. O cisne aparece como figura mítica nas pinturas rupestres do Lago Onega, que têm milhares de anos. O cisne do rio Tuonela, ou do rio da morte, de acordo com a tradição Finlandesa, e o canto do cisne foram sempre temas favoritos nas artes, particularmente durante o movimento do Romantismo. Além disso, a silhueta de um cisne branco voando sobre um céu azul faz lembrar o inverso da bandeira da Finlândia, uma cruz azul sobre um fundo branco. O cisne é, hoje em dia, um dos animais mais usados em publicidade. Nos países nórdicos, coloca-se uma etiqueta com um cisne em determinados produtos de consumo, para indicar que se trata de produtos respeitadores do ambiente.
O rei das florestas
Apesar do seu estatuto de animal sagrado, o urso também é alvo da caça pelo homem. Outrora, matar um urso era um feito que dava prestígio a um homem. O espírito do urso morto era depois apaziguado com rituais complexos e exaustivos, que culminavam com uma procissão cerimoniosa em que a cabeça do urso era devolvida à floresta. Considerava-se perigoso pronunciar a palavra urso para designar o urso e, em sua substituição, proliferaram uma série de eufemismos, alguns dos quais ainda subsistem. Até mesmo a palavra finlandesa que designa floresta chegou a substituir a palavra urso; outra das alcunhas que se aplicava ao animal era mesikämmen que significa pata-de-mel.
Inicialmente os ursos eram caçados com lanças, sendo normalmente despertados do seu estado de hibernação. À medida que as armas de fogo se foram tornando mais comuns, tornou-se cada vez mais fácil matar um urso, apesar da caça ao urso permanecer um desporto perigoso. O sucesso da caça fez com que os ursos se fossem extinguindo progressivamente no sul da Finlândia, ainda no século XIX. Em meados do século XX, haviam já sido afugentados para as grandes florestas das regiões fronteiriças do norte e do leste.
Apesar disso, houve sempre migração de ursos, que atravessavam a fronteira para a Finlândia, vindos das terras da União Soviética. Quando o urso se tornou uma espécie protegida, a sua população começou a aumentar, o que fez com que os ursos voltassem a expandir-se de novo em direcção a oeste. Actualmente, existem cerca de 1000 ursos espalhados por todo o território da Finlândia, exceptuando apenas o arquipélago a sudoeste e o Arquipélago de Åland.
Apesar de o urso ser visto como um habitante de regiões selvagens solitárias, ele pode adaptar-se a áreas habitadas pelo homem. Sabe-se que os ursos hibernaram já em locais muito próximos de habitações. Apesar de existirem em grande número, é muito raro deixarem-se avistar, pois evitam, muito cuidadosamente, as pessoas que andam pelas florestas. Ainda assim, é fácil encontrar «pistas» de ursos, como pegadas, árvores com marcas de garras ou formigueiros destruídos.
Actualmente é permitida a caça ao urso, mas a uma escala limitada. As licenças de caça destinam-se, normalmente a caçar ursos que apresentem ferimentos ou comportamentos perigosos. Considera-se importante eliminar ursos que matam gado ou que visitam continuamente os quintais das pessoas, pois podem ser perigosos.
Um urso ferido é sempre perigoso. Pode atacar um ser humano para defender as suas crias. Se alguém se cruzar com uma cria de urso na floresta, deve retomar o caminho de volta, calmamente. O perigo é maior se alguém surgir no caminho entre a mãe e as crias. Foi o que aconteceu provavelmente a um homem que morreu em 1998, ao ser atacado por um urso. Muitos dos ferimentos causados pelos ursos ocorrem durante as caçadas.
A utilidade do urso como símbolo pode estar, de certo modo, limitada pelo facto de a ex-União Soviética (actual Rússia) ser mundialmente representada por um urso enorme cujas acções têm de ser previstas pelos seus vizinhos mais pequenos. Apesar de tudo, a expressão «viver ao lado do urso» não é, geralmente, usada na Finlândia e os cartunistas finlandeses raramente recorrem ao urso para representar a Rússia. O urso não deixa, no entanto, de ser uma figura incómoda para os finlandeses, mas por outra razão: o cobrador de impostos é normalmente representado por um urso com um boné de pala e um enorme saco de dinheiro...
Contraplacado, papel e sauna
No entanto, os primeiros povos finlandeses mantinham uma relação diária e pragmática com a bétula. Nesses tempos recuados, a árvore sagrada que protegia a casa e mantinha o viajante a salvo de perigos era, na verdade, a sorveira-dos-passarinhos. Aquando da votação popular para eleger a árvore nacional, muitos apostaram que iria ganhar a sorveira, mas foi a bétula que venceu, com uma clara vitória. De facto, mesmo o pinheiro, o zimbro e a bétula vermelha também se classificaram acima da sorveira.
No decorrer do século XIX, a bétula foi também romantizada. No conto de fadas de Zacharias Topelius intitulado Koivu ja tähti («A bétula e a estrela»), duas crianças que andavam perdidas, em busca da sua casa, conseguiram encontrá-la ao reconhecerem a bétula plantada no quintal. Hoje em dia, a figura da menina finlandesa envergando o traje tradicional, encostada a uma bétula é já uma imagem mais vulgar do que propriamente um emblema nacional; devem existir centenas de postais com esta ilustração! Muitos foram já os jovens finlandeses que, por gracejo, “desposaram” as suas noivas com um anel feito de casca de bétula, antes de lhes oferecerem um anel de noivado verdadeiro.
A bétula merece, sem dúvida, o seu estatuto de árvore nacional da Finlândia. Predomina num quinto das florestas finlandesas, mas encontra-se também um pouco por toda a parte. No tempo dos fogões a lenha, a sua madeira era usada como combustível e uma décima parte das casas finlandesas ainda hoje são aquecidas com cepos dessa árvore; já para não falar da maioria das cabanas de sauna de Verão. Durante décadas, a indústria de contraplacado assentou inteiramente na bétula. Contudo, devido à quebra na procura do contraplacado, a bétula foi desprezada e considerada “madeira de segunda” durante algum tempo, até que alguém percebeu que era uma óptima fonte para uma excelente fibra de papel. O açúcar de bétula, também conhecido como xilitol, é cada vez mais usado como adoçante (pelo menos, na Finlândia), dado que se provou ser benéfico para os dentes, ao contrário de outros tipos de açúcar. Graças à revalorização da bétula, estão sendo plantadas novas florestas desta árvore.
Na Finlândia, existem duas espécies de bétula: a betula verrucosa (rauduskoivu), que cresce em solo duro, e a bétula pubescens (hieskoivu), que se desenvolve em terrenos pantanosos ou propensos a inundações. As flores da bétula nascem em Maio, antes de crescerem as folhas. As flores tornam-se amarelas e caem em Setembro, no norte da Finlândia, e em Outubro, no sul. A bétula possui um tronco direito, que se pode abater quando a árvore atinge os 50 anos. Começa a deteriorar-se gradualmente após cerca de uma centena de anos, mas, em condições favoráveis, pode atingir mais de 300 anos. A bétula mais alta da Finlândia mede 32 metros.
A bétula contém diversas substâncias que a tornam desagradável ao paladar, o que não a impede, no entanto, de constituir a base alimentar da lebre e do alce durante o Inverno. Centenas de espécies alimentam-se das suas folhas durante o período estival; só as borboletas, são cerca de 100 tipos diferentes as que comem folhas de bétula, quando se encontram ainda na fase larvar.
Um inebriante aroma floral
O lírio-dos-vales encontra-se em quase todo o território finlandês, apesar de ser hoje muito raro na região da Lapónia. No sul do país, é uma flor comum nas florestas secas ou de folhas caducas e nas extremidades dos bosques. O lírio-dos-vales aparece em Junho. As flores brancas têm um aroma delicado e inebriante, sendo utilizadas na indústria dos perfumes.
O lírio-dos-vales tem uma raiz forte e uma haste com duas folhas. Pode dar flores no Inverno, embora nem todas as hastas que saem da raiz venham a dar flor; não florescem tão facilmente como as túlipas ou os crocus.
As bagas vermelhas amadurecem no Outono. O acentuado contraste entre o azul da semente e o vermelho do fruto poderia constituir um sinal de alerta para a sua natureza venenosa. Os finlandeses sabem-no muito bem, tanto que a planta nunca provocou nenhum caso grave de envenenamento. Além disso, as bagas silvestres são absolutamente inofensivas para os pássaros. Parece até que muitos pássaros dos bosques, incluindo o tordo, espalham as sementes para novos locais.
A perca
A perca é o peixe mais pescado e, porventura, o preferido dos pescadores. Todos os anos são pescados na Finlândia cerca de 10 milhões de quilos de perca, sendo uma boa parte desta pescaria da responsabilidade de pessoas que praticam a pesca como passatempo. Se considerarmos apenas a pesca em águas geladas, cerca de 2 milhões de quilos de perca são depositados sobre o gelo do Inverno. A carne da perca é branca e saborosa. As únicas características que lhe são desvantajosas são o seu tamanho relativamente pequeno e a baixa taxa de crescimento. A maior parte das percas que são pescadas pesam menos de 100 gramas. Só atingem 1 kg de peso quando têm cerca de 20 anos de idade. Apesar de tudo, a taxa de crescimento é muito variável e depende do tipo de água em que a perca vive. A taxa de maior crescimento regista-se nos grandes lagos e no mar. A maior perca apanhada na Finlândia pesava mais de 3,6 kg, mas as percas com mais de 2 kg são extremamente raras de encontrar.
Rocha sólida
O granito e outras rochas intrusivas, contendo uma grande percentagem de sílica, constituem metade de toda a camada rochosa da Finlândia. O granito formou-se nas profundidades da camada rochosa, nas raízes das cadeias rugosas, onde a cristalização do magma se deu de forma lenta. Os principais minerais que compõem o granito são o feldspato, a plagioclase, o quartzo e a mica. Normalmente tem cristais bastante grosseiros, o que permite distinguir os diferentes minerais. A quantidade desses minerais é variável, o que faz com que a cor do granito seja também variável — pode ir do cinzento-escuro ao cinzento-claro e ao vermelho. O granito é um material de construção sólido e versátil, sendo extraído em várias regiões da Finlândia. O uso mais original que se dá ao granito — e o mais típico — são os cilindros laminadores das máquinas de corte de papel. Esses cilindros de granito, que pesam dezenas de toneladas, são cortados com uma precisão de fracções de milímetro.
As opiniões expressas nos artigos são da total responsabilidade dos seus autores.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Poluição do ar
A maior parte da poluição do ar é produzida como resultado da queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Esses combustíveis foram formados durante milhares de anos a partir de plantas e animais mortos. Os depósitos se formavam e eram finalmente cobertos por outras rochas e comprimidos. Eles permaneceram praticamente intactos até a metade do século XIX. Desde então, são usados em quantidades cada vez maiores para mover veículos, aquecer edifícios nos países frios e fundir metais como o ferro.
Quando o combustível é queimado, não libera apenas energia, mas muitos produtos químicos, incluindo enxofre e nitrogênio contidos no material orgânico. Essas substâncias são dois dos mais importantes ingredientes na chuva ácida. Enxofre e nitrogênio são subprodutos indesejáveis na queima dos combustíveis, sendo geralmente lançados diretamente na atmosfera onde se acreditava que se dispersavam sem riscos.
Hoje sabemos que não é assim. Eles se convertem rapidamente em dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, os quais podem ser julgados prejudiciais ao meio ambiente.
As quantidades lançadas na atmosfera são espantosas: cerca de 24 milhões de toneladas de dióxido de enxofre por ano na América do Norte e 44 milhões de toneladas na Europa. É o suficiente para encher completamente cerca de 150 petroleiros! A maior parte do enxofre vem das fábricas e usinas termelétricas.
A quantidade de óxidos de nitrogênio produzida é menor, mas mesmo assim chega a 22 milhões de toneladas na América do Norte e 15 milhões de toneladas na Europa Ocidental. A maior parte dos óxidos de nitrogênio provém da emissão dos motores dos veículos. À medida que o tráfego aumenta em até 20% ao ano na Europa, é provável que o problema se agrave, a menos que se tomem providências imediatas.
O que acontece com a poluição do ar?
Uma parte da poluição rapidamente se precipita ao solo, antes de ser absorvida pela umidade do ar. Deposita-se nas árvores, edifícios e lagos, geralmente na área onde foi produzida. É a chamada precipitação seca. Estes depósitos se formam e mais tarde se combinam com a água da chuva, transformando-se em ácidos.
O resto da poluição pode permanecer no ar por mais de uma semana e é transportada pelo vento a longas distâncias. Durante esse período, as substâncias químicas reagem com o vapor d’água na atmosfera, transformando-se nos ácidos sulfúrico e nítrico diluídos. Esses ácidos também reagem com outras substâncias químicas na atmosfera formando poluentes secundários. Destes, o ozônio é um dos mais perigosos, pois prejudica a vegetação.
Quando a precipitação ácida ocorre sob a forma de neve, os problemas para o meio ambiente são retardados, mas podem ser muito piores posteriormente. Durante o inverno, a neve se acumula no solo, retendo seus ácidos. Na primavera, quando a neve derrete, há um súbito fluxo de água que corre pelo chão até os rios e lagos. Eventualmente, ácidos que ficaram retidos por seis meses são liberados em poucas semanas. Estas correntezas ácidas, como são chamadas, são particularmente prejudiciais para plantas e animais.
A ação do vento
Por volta de 1661, cientistas da Grã-Bretanha descobriram que a poluição industrial podia afetar a saúde das pessoas e as plantas das redondezas. Com o crescimento industrial nos séculos XVIII e XIX, aumentaram os danos para a saúde das pessoas e para o meio ambiente. Entretanto, ninguém pensava que a poluição pudesse ser transportada para muito longe. Então, em 1881, um cientista norueguês descobriu um fenômeno que ele chamou de precipitação suja, o qual ocorria na costa oeste da Noruega, onde não havia indústria poluidora. Ele suspeitou que viesse da Grã-Bretanha. Hoje os cientistas provam, sem sombra de dúvida, que a poluição é conduzida pelo ar a grandes distâncias. Se alguma prova adicional fosse necessária, seria fornecida pelo acidente na usina nuclear de Chernobyl, que produziu chuvas radioativas em áreas da Europa Ocidental e Oriental. Os efeitos dessa chuva radioativa sobre o ambiente podem perdurar por dezenas de anos.
Os países escandinavos reconheceram que a chuva ácida era uma das causas principais da acidificação de seus lagos. Aceitando essa evidência, a maioria dos países concorda em reduzir suas emissões. Alguns, entretanto, mostram muita má vontade e afirmam que são evidências mais contundentes para provar que o dióxido de enxofre causa de fato um grande malefício ao meio ambiente.
A que distância a poluição pode alcançar?
Se você olhar para a fumaça que sai de uma chaminé, verá que em poucos dias do ano ela sobe verticalmente. Na maior parte das vezes ela se inclina, porque o ar ao redor da chaminé está em movimento. Mesmo quando parece haver apenas uma brisa próxima ao solo, nas camadas mais altas o vento pode ser bem mais forte.
A poluição que sai das chaminés é levada pelo vento. Uma parte dela pode permanecer no ar durante uma semana ou mais, antes de se depositar no solo. Nesse período ela pode ter viajado muitos quilômetros. Mesmo um vento fraco de 16 km/h poderia transportá-la para além de 1600 km em cinco dias. Quanto mais a poluição permanece na atmosfera, mais a sua composição química se altera, transformando-se num complicado coquetel de poluentes que prejudica o meio ambiente.
Nas mais importantes áreas industriais do Hemisfério Norte, o vento predominante (aquele que sopra com mais freqüência) vem do oeste. Isso significa que as áreas situadas no caminho do vento, que sopra destas regiões industriais, recebem uma grande dose de poluição. Cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes ácidos são levados a cada ano dos Estados Unidos para o Canadá. De todo o dióxido de enxofre precipitado no leste canadense, metade dele provém das regiões industriais situadas no nordeste dos EUA.
Resolvendo os problemas:
Conservação de energia:
O modo de vida ocidental envolve o consumo de grande quantidade de energia no transporte, na indústria, na refrigeração, na iluminação e na preparação de alimentos. Todavia, calcula-se que se empregássemos os combustíveis de modo mais eficiente e adotássemos medidas para conservar energia, ainda poderíamos desfrutar de um auto padrão de vida consumindo a metade da energia. Quanto menor for a quantidade de energia consumida, será proporcionalmente menor a quantidade de poluição produzida.
Uso de fontes alternativas de energia
Carvão, petróleo e gás natural são usados para suprir mais de 75% das exigências mundiais. Essas fontes fatalmente se esgotarão um dia. É possível utilizar fontes naturais inesgotáveis de energia. São as chamadas fontes renováveis de energia. Elas incluem a energia hidrelétrica (uso de energia das quedas d’água para acionar geradores); Biomassa (queima de matérias orgânica de origem vegetal ou animal); energia geotérmica (uso do calor natural das profundezas da crosta terrestre); Energia das ondas do mar e das marés; E a energia eólica dos moinhos de vento. A energia nuclear, que é gerada a partir de fissões atômicas, também é renovável e não produz poluentes como o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio. Por outro lado, existe muita gente que vive atemorizada pelos perigos dos acidentes nucleares e se preocupa com o acondicionamento do lixo atômico.
Entre os recursos renováveis, a energia hidrelétrica é uma das mais desenvolvidas, fornecendo 25% da eletricidade mundial. No entanto, essa quantidade poderia ser extremamente aumentada, com um mínimo de prejuízo para o meio ambiente. Atualmente, destina-se muito pouco dinheiro para a pesquisa e o desenvolvimento da energia eólica e das ondas do mar. Com tudo, as fazendas de vento da Califórnia, EUA, mostram que energia não poluente pode ser produzida de modo economicamente viável e em quantidade suficiente.
Uso de combustíveis com baixo teor de enxofre
Nem todo o carvão ou petróleo contém grande quantidade de enxofre. Passando a explorar essas fontes, a quantidade de poluição poderia ser reduzida. Mas qual seria o efeito sob aquelas áreas onde as pessoas trabalham na mineração de combustíveis fósseis com alto teor de enxofre? Haveria muito desemprego?
Remoção da poluição na fonte
O enxofre pode ser removido do combustível antes de ser queimado e vendido para a indústria como subproduto. Isso realmente melhoraria as perspectivas de empregos nas áreas de mineração, mas somente o seu carvão ainda pudesse ser vendido por um preço elevado. Alternativamente, o enxofre pode ser removido da fumaça antes que esta seja lançada na atmosfera. Pode-se fazer isso utilizando dispositivos chamados dessulfurizadores, que são instalados nas chaminés. Sua função é borrifar cal sob a fumaça.
Mudança no nosso comportamento
Há atitudes que cada um de nós pode tomar agora para reduzir os problemas de poluição. Por exemplo, diminuindo apenas 2
° no termostato do aquecimento central nos países frios, se gastaria bem menos combustível. Em vez de aumentar o aquecimento, as pessoas poderiam se agasalhar melhor. Dirigindo mais devagar, reduzindo-se a quantidade de óxido de nitrogênio produzida pelos motores. Em alguns países, os limites de velocidade poderiam ser reduzidos. Um limite de 80 km/h parece estabelecer uma boa combinação entre velocidade e a poluição. Uma grande quantidade de energia e poluição poderia ser poupada, se mais pessoas utilizassem regulamente o transporte coletivo, em vez de se deslocarem em seus próprios carros. Isso, evidentemente, exigirá uma atuação mais decidida do poder público para melhorar esse tipo de transporte.
Educação
A não ser que as pessoas se conscientizem da seriedade do problema, pouco incentivo haverá para que os cientistas atuem adequadamente.
A educação desempenha, sem dúvida alguma, um papel importante na conscientização sobre os problemas ambientais.
Importância de algumas poluições em diversos países (em milhões de toneladas)
| Natureza das poluições | Estados Unidos | França | Inglaterra | Alema-nha Federal |
| Fumaças e detritos agrícolas | 1300 | 560 | 340 | 470 |
| Resíduos de explorações mineiras | 1000 | 240 | 350 | 380 |
| Detritos domésticos e efluente industrial | 400 | 80 | 120 | 130 |
| Carcaças de automóveis | 17 | 3 | 4 | 6 |
| Produtos de poluição atmosférica | 150 | 37 | 44 | 55 |
| |
| NATUREZA DOS POLUENTES | ATMOSFE-RA | CONTINENTAIS | LÍMNICOS | MARINHOS | ||||||||||
| Poluentes Físicos: Radiações ionizantes | + | + | + | + | ||||||||||
| Poluição térmica | | | + + | |||||||||||
| Poluentes Químicos Hidrocarbonetos | + | + | + | + | ||||||||||
| Matérias Plásticas | + | + | + | + | ||||||||||
| Pesticidas | + | + | + | |||||||||||
| Compostos orgânicos | + | + | + | + | ||||||||||
| Derivados do enxofre | + | + | + | |||||||||||
| Nitratos | + | + | + | |||||||||||
| Fosfatos | + | + | + | |||||||||||
| Metais Pesados | + | + | + | + | ||||||||||
| Fluoretos | + | + | ||||||||||||
| Partículas Minerais | + | + | ||||||||||||
| Poluentes Biológicos Matérias orgânicos mortos Microorga-nismos patogênicos | + | + | + + | + + | ||||||||||
NÃO JOGUE ESTE IMPRESSO NO CHÃO!
Cidade limpa, sociedade organizada.
APRENDA A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE
POLUIÇÃO DOS RIOS
Rio Sem Poluição
Os rios são fonte de vida. Desde a Antigüidade, suas águas são essenciais para que as pessoas possam viver, bebendo, banhando-se, navegando, além de outras utilidades. Mais recentemente, até mesmo energia elétrica é produzida pela força das quedas d’água dos rios, iluminando as cidades.
Um rio sem poluição é aquele em que os peixes e as plantas crescem naturalmente, tem águas limpas e cristalinas. Sua água serve para regar plantações, tomar banhos e também para beber. Para um rio ser assim, é preciso que não se jogue lixo, nem esgoto diretamente nele.
Rios Poluídos
A poluição da água é a introdução de materiais químicos, físicos e biológicos que estragam a qualidade da água e afeta o organismo dos seres vivos. Esse processo vai desde simples saquinhos de papel até os mais perigosos poluentes tóxicos, como os pesticidas, metais pesados (mercúrio,
A poluição mais comum é aquela causada pelo lixo que o homem joga nos rios. O crescimento das cidades e de sua população aumentaram os problemas, porque o tratamento de esgotos e de fossas não conseguiu acompanhar o ritmo de crescimento urbano.
Produtos químicos e sujeira dos esgotos são jogados diretamente nos rios ou afetam os lençóis d’água que formam as nascentes. O excesso de sujeira funciona como um escudo para a luz do sol, afetando o leito dos rios e seu ciclo biológico. Ou seja, as plantas e animais que nele vivem passam a sofrer problemas.
A Poluição dos Rios, A Vida das Pessoas e da Natureza
Por exemplo: o nitrogênio e o fósforo são elementos essenciais para a vida aquática, mas o excesso desses elementos, provocado pela poluição, podem causam um crescimento acelerado na vegetação aquática. Com isso, sobra menos oxigênio, podendo até mesmo matar os peixes daquele rio ou lagoa.
Talvez mais perigosa do que o lixo dos esgotos é a poluição química das indústrias, que jogam toneladas e mais toneladas de produtos químicos diretamente nos rios, sem qualquer processo de filtragem.
A exploração de ouro nos rios da Amazônia, por exemplo, usa o mercúrio para separar o ouro de outros materiais. Esse mercúrio, depois de usado, é jogado diretamente nos rios, matando grande quantidade de peixes e plantas. Com isso, nem os seres vivos dos rios podem sobreviver, nem o homem pode usar a água para beber, tomar banho ou regar plantações.
Como Contribuir Para Evitar A Poluição dos Rios
- Não jogue lixo nas águas dos rios.
- Não canalize esgoto diretamente para os rios.
- Não desperdice água, em casa ou em qualquer outro lugar.
- Observe se alguma indústria está poluindo algum rio e avise as autoridades sobre a ocorrência
natureza divina
Preservação da Natureza O ser humano destrói a natureza por ignorância, pois, não sabe os riscos que corremos com a sua destruição, e também, por interesse. Pensam apenas em se dar bem de qualquer jeito, esquecendo-se das conseqüências disso para o futuro, e ainda, por descaso, achando que não acontecerá nada com ele e sua família, porque, quaisquer que sejam os resultados disso tudo, só acontecerão num futuro longínquo e seus descendentes não sofrerão as consequências.
O pequeno agricultor que vive do cultivo da terra, na maioria das vezes, arrendada, ignora os efeitos das queimadas. Ele faz o seu roçado, planta os alimentos que consome e leva para o dono da terra o foro [fóru]; no outro ano, aquele lugar é abandonado e faz sua roça em outro pedaço de terra. Derruba a mata, queima e planta de novo. Nesse processo vai destruindo a floresta na maior inocência. Depois de três ou quatro anos ele volta ao local e derruba a capoeira, como chamam os locais onde foram feitas as roças anteriores. Nesse processo vai destruindo todo eco-sistema. É comum veem-se após a queimada várias espécies de animais mortos.
Além disso, os interessados em explorar os recursos naturais não respeitam as leis, atropelam quantos lhes atravessam o caminho. Corrompem índios, pequenos agricultores, políticos locais e até matam para que seus interesses sejam preservados. Contam com a impunidade reinante em todos os segmentos de nossa sociedade.
Temos também o descaso e falta de interesse de nossas autoridades, que não levam a sério o que acontece com o meio ambiente. Não é de sua responsabilidade. Praias sujas e poluídas é problema de quem vai tomar banho ou mora por perto. Manguezal destruído não lhes faz falta. Que lhes importa se não houver peixes e crustáceos? Poderão comprar filé mignon e caviar. Os pobres que catem no lixo o que eles rejeitam. Ou que recebam o cheque cidadão 50 reais ou passem o dia todo na fila para comerem por 1 real. Limpeza das encostas, galerias, rios e canais para evitar enchentes, para quê? Se cada um está na sua mansão bem protegido com a família.
No Brasil e no mundo as autoridades se acomodam. Países que destruíram suas florestas, hoje ambicionam a posse da Amazônia, sob a alegação da falta de fiscalização das autoridades dos países onde ela está. E o que fizeram para preservar as suas que foram destruídas? A exploração das riquezas naturais, os interesses na diversidade de nosso eco-sistema despertam-lhes a ambição e a esperteza. Confesso que tenho receio da acomodação de nossas autoridades.
Por tudo isso, para se preservar a natureza, é fundamental que a educação ambiental comece na família. Que a escola se empenhe em reforçar a necessidade de preservar o meio ambiente evitando jogar lixo nas ruas, encostas, rios e canais. Que as autoridades competentes estejam atentas e desempenhem o seu papel, de cumprir e fazer cumprir as leis de proteção ambiental e que dêem exemplos de ética e moral não se deixando corromper com o dinheiro fácil das propinas.
O pequeno agricultor que vive do cultivo da terra, na maioria das vezes, arrendada, ignora os efeitos das queimadas. Ele faz o seu roçado, planta os alimentos que consome e leva para o dono da terra o foro [fóru]; no outro ano, aquele lugar é abandonado e faz sua roça em outro pedaço de terra. Derruba a mata, queima e planta de novo. Nesse processo vai destruindo a floresta na maior inocência. Depois de três ou quatro anos ele volta ao local e derruba a capoeira, como chamam os locais onde foram feitas as roças anteriores. Nesse processo vai destruindo todo eco-sistema. É comum veem-se após a queimada várias espécies de animais mortos.
Além disso, os interessados em explorar os recursos naturais não respeitam as leis, atropelam quantos lhes atravessam o caminho. Corrompem índios, pequenos agricultores, políticos locais e até matam para que seus interesses sejam preservados. Contam com a impunidade reinante em todos os segmentos de nossa sociedade.
Temos também o descaso e falta de interesse de nossas autoridades, que não levam a sério o que acontece com o meio ambiente. Não é de sua responsabilidade. Praias sujas e poluídas é problema de quem vai tomar banho ou mora por perto. Manguezal destruído não lhes faz falta. Que lhes importa se não houver peixes e crustáceos? Poderão comprar filé mignon e caviar. Os pobres que catem no lixo o que eles rejeitam. Ou que recebam o cheque cidadão 50 reais ou passem o dia todo na fila para comerem por 1 real. Limpeza das encostas, galerias, rios e canais para evitar enchentes, para quê? Se cada um está na sua mansão bem protegido com a família.
No Brasil e no mundo as autoridades se acomodam. Países que destruíram suas florestas, hoje ambicionam a posse da Amazônia, sob a alegação da falta de fiscalização das autoridades dos países onde ela está. E o que fizeram para preservar as suas que foram destruídas? A exploração das riquezas naturais, os interesses na diversidade de nosso eco-sistema despertam-lhes a ambição e a esperteza. Confesso que tenho receio da acomodação de nossas autoridades.
Por tudo isso, para se preservar a natureza, é fundamental que a educação ambiental comece na família. Que a escola se empenhe em reforçar a necessidade de preservar o meio ambiente evitando jogar lixo nas ruas, encostas, rios e canais. Que as autoridades competentes estejam atentas e desempenhem o seu papel, de cumprir e fazer cumprir as leis de proteção ambiental e que dêem exemplos de ética e moral não se deixando corromper com o dinheiro fácil das propinas.
mata atlântica:esta história pode ter um final feliz
MATA ATLÂNTICA: ESSA HISTÓRIA PODE TER UM FINAL FELIZ
Quando os portugueses aqui chegaram, a Mata Atlântica era uma exuberante barreira que se erguia por todo o litoral brasileiro com 1.000.000 Km² de extensão, chegando a invadir o interior do território (ex.: na região sudeste ela se alargava chegando a ocupar 100 Km para o interior). Hoje, resume-se a apenas 7% da mata original, sendo que, menos de 2% estão protegidos em unidades de conservação oficiais. Nada menos que 11% da Mata Atlântica foi destruída nos últimos dez anos.
Por que nossa Mata Atlântica foi e, continua sendo, destruída?
Pode-se resumir essa resposta em apenas duas palavras: exploração econômica.
Voltaremos um pouco no tempo, para podermos entender o presente. A colonização empreendida pelos portugueses no Brasil é o que os historiadores chamam de colonização de exploração, explorar os recursos naturais e mão-de-obra da colônia para enriquecimento da metrópole (no Brasil, além da exploração da mão de obra dos índios - em escala reduzida - foi "importada" a mão-de-obra estrangeira, os negros africanos). O primeiro alvo foi a Mata Atlântica, tanto pela madeira e pelo corante extraído da casca do pau-brasil como pelo empecilho que ela oferecia ao desbravamento do interior do território.
Nos dias de hoje, de maneira geral, o desmatamento ocorre devido a especulação imobiliária, expansão da agricultura e utilização para pastagens. Além da perda de grande área de mata, a área destinada a pastagem é praticamente perdida, pois sua produtividade é baixíssima, principalmente, pelo relevo acidentado não ser adequado a esse tipo de atividade.
Nos tempos de Cabral não existia fiscalização, nem tampouco, área de proteção ambiental. Os donos da terra, os índios, não tinham direitos, pois não eram considerados cidadãos brasileiros. Assim sendo, não tinham como reclamar ou exigir respeito ao ambiente.
Ao contrário de nossos antepassados, nós temos voz ativa na sociedade e meios para exigir de nossos governantes mais respeito ao ambiente e cumprimento da legislação vigente. Existem áreas sendo devastadas em torno de zonas urbanas, onde o meio de acionar a fiscalização é mais fácil, mas essa facilidade não está sendo aproveitada. É necessário que a sociedade conheça as leis de preservação do ambiente e exija que estas sejam cumpridas. Nossos deputados estão analisando um projeto de lei específico para a Mata Atlântica desde 1992, nesse tempo em que esta tramita pelo Congresso, perdemos 600.000 hectares de florestas.
Na região metropolitana de São Paulo, bairros são submetidos a rodízio de água durante todo o ano, mesmo estando em uma área de grandes recursos hídricos. Somente na bacia de Guarapiranga, foram eliminados 15% da mata protetora de nascentes, córregos e rios.
A importância da preservação da Mata Atlântica não é somente por sua beleza, mas também para evitar que se afete a vida de grande parte da população brasileira, que vive na área original desse ecossistema. Além de regular o fluxo dos recursos hídricos, ela é essencial para o controle do clima e a estabilidade de escarpas e encostas. É também a conservação da maior biodiversidade de árvores do planeta; 39% dos mamíferos que vivem na Mata Atlântica são nativos (vale para borboletas, répteis, anfíbios e aves) e mais de 15 espécies de primatas. A destruição desse ecossistema leva espécies de animais brasileiros à ameaça de extinção, por exemplo, das 202 espécies ameaçadas no Brasil, 171 são originários da Mata Atlântica.
Além da perda dos recursos naturais, também estamos destruindo um patrimônio cultural, histórico, arqueológico e arquitetônico, construídos ao longo de séculos pelas comunidades tradicionais que vivem na mata (como os indígenas, os caiçaras, os quilombos e os caboclos), que correm risco de desaparecer, por descaracterização ou expulsão de seu ambiente.
A preservação de nosso ambiente não depende somente das leis que tramitam no Congresso, mas, essencialmente, dos cidadãos brasileiros no pleno exercício de sua cidadania. Para que esse exercício seja eficaz, a educação ambiental torna-se fundamental, levando o indivíduo à conscientização da importância da conservação desse ambiente, para a visão crítica frente às suas próprias atitudes e, finalmente, seu dever e direito de cidadão quanto a fiscalização no cumprimento das leis existentes e regulamentação de outras.
devastação das florestas
DEVASTAÇÃO DAS FLORESTAS
O homem precisa satisfazer suas diversas necessidades, e para isso está sempre recorrendo à Natureza, retirando dela tudo aquilo que precisa. Para isso damos o nome de exploração.
Hoje, já sentimos as conseqüências da exploração indiscriminada dos recursos naturais no nosso dia-a-dia e temos conhecimento dos problemas enfrentados pelo planeta com tudo isso. Um dos maiores recursos naturais explorados pelo nosso país são as florestas.
A Exploração das Florestas
As florestas guardam uma grande riqueza em sua diversidade. Plantas e animais desconhecidos, madeira, minérios e outros recursos explorados fazem parte deste tesouro e são de grande interesse - principalmente econômico - para o homem.
A exploração leva à retirada da vegetação natural para a obtenção de madeira, usada pelas fábricas de móveis, pela indústria de papel e celulose ou para exportação. Com isso, a área devastada pode ser utilizada para a monocultura agrícola, para a formação de pastos, para criação de animais, e ainda explorada pela indústria mineradora.
Aos poucos, pela exploração descontrolada, as florestas vão desaparecendo. Animais e vegetais que poderiam ser utilizados pela Ciência e pela Medicina desaparecem, pois já não possuem mais seu habitat, os solos são compactados ou degradados pela erosão e os rios sofrem assoreamento devido à retirada da mata ciliar.
Precisamos, antes de tudo, repensar a importância que as florestas possuem em nossas vidas, assim como as áreas verdes em nossas cidades, e as conseqüências da real possibilidade de seu desaparecimento.
Precisamos pensar também na possibilidade de Exploração e Natureza poderem "conviver" de forma equilibrada (ver texto sobre Desenvolvimento Sustentável) sem causar danos maiores ao nosso ambiente e à nossa forma de viver.
Você sabia...
- que a Mata Atlântica cobria todo o litoral brasileiro (1 milhão de km2) e hoje está reduzida a apenas 4% do seu estado original?
- que a Floresta Amazônica brasileira representa 40% das reservas de florestas tropicais úmidas ainda existentes no planeta?
- que as queimadas contribuem para a emissão de grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera, contribuindo para o efeito estufa?
- que as matas, além de diminuírem os riscos de erosão, contribuem também para a manutenção do ciclo hidrológico e da estabilidade climática?
- que as florestas tropicais possuem solos muito pobres e que a sua manutenção é realizada pela rápida reciclagem dos materiais (serrapilheira e animais mortos) em decomposição encontrados nestes lugares?
percepção Ambiental
PERCEPÇÃO AMBIENTAL
O homem está constantemente agindo sobre o meio a fim de sanar suas necessidades e desejos. Você já pensou em quantas das nossas ações sobre o ambiente, natural ou construído, afetam a qualidade de vida de várias gerações? E nos diversos projetos arquitetônicos ou urbanísticos que afetam as respostas dos seus usuários e moradores? E não estamos falando de respostas emocionais, que dependem do nosso humor ou predisposição do momento, mas da nossa própria satisfação psicológica com o ambiente.
Cada indivíduo percebe, reage e responde diferentemente frente às ações sobre o meio. As respostas ou manifestações são portanto resultado das percepções, dos processos cognitivos, julgamentos e expectativas de cada indivíduo. Embora nem todas as manifestações psicológicas sejam evidentes, são constantes, e afetam nossa conduta, na maioria das vezes, inconscientemente.
Em se tratando de ambiente urbano, muitos são os aspectos que direta ou indiretamente, afetam a grande maioria dos habitantes - pobreza, criminalidade, poluição, etc. Estes fatores são relacionados como fontes de insatisfação com a vida urbana. Entretanto há também uma série de fontes de satisfação a ela associada. As cidades exercem um forte poder de atração devido à sua heterogeneidade, movimentação e possibilidades de escolha.
Uma das manifestações mais comuns de insatisfação da população é o vandalismo. Condutas agressivas em relação a elementos físicos e arquitetônicos, geralmente públicos, ou situados próximos a lugares públicos. Isso se dá na grande maioria, entre as classes sociais menos favorecidas, que no dia-a-dia, estão submetidos à má qualidade de vida, desde à problemática dos transportes urbanos, até a qualidade dos bairros e conjuntos habitacionais em que residem, hospitais e escolas de que dependem, etc.
Assim, o estudo da percepção ambiental é de fundamental importância para que possamos compreender melhor as inter-relações entre o homem e o ambiente, suas expectativas, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas.
E o que tem a ver percepção ambiental e Educação ambiental?
Saber como os indivíduos com quem trabalharemos percebem o ambiente em que vivem, suas fontes de satisfação e insatisfação é de fundamental importância, pois só assim, conhecendo a cada um, será possível a realização de um trabalho com bases locais, partindo da realidade do público alvo.
Quais são as formas de se trabalhar percepção ambiental?
Diversas são as formas de se estudar a percepção ambiental: questionários, mapas mentais ou contorno, representação fotográfica, etc.
Existem ainda trabalhos em percepção ambiental que buscam não apenas o entendimento do que o indivíduo percebe, mas promover a sensibilização, bem como o desenvolvimento do sistema de percepção e compreensão do ambiente.
a biodiversidade
A BIODIVERSIDADE
Toda nação possui três formas de riqueza: material, cultural e biológica. As duas primeiras são bem compreendidas, pois fazem parte de nossa vida cotidiana. O problema da biodiversidade consiste no fato de a riqueza biológica ser levada muito pouco a sério.
Mas, o que seria biodiversidade?
A palavra biodiversidade, que tem um amplo significado, vem sendo muito utilizada tanto nos meios científicos como no cotidiano dos meios de comunicação, serve tanto para tratar da variabilidade genética (diferença existente entre indivíduos da mesma espécies quanto a características específicas, como a cor dos olhos) como da diversidade biológica (número de espécies) e dos processos ecológicos (por exemplo, quanto se está absorvendo de energia por espécie) existentes em algum local.
Bom, mas por que ela é importante?
A diversidade é uma fonte potencial de imensas riquezas materiais ainda não exploradas, seja sob a forma de alimentos, medicamentos ou bem-estar. A fauna e a flora também são parte do patrimônio de uma nação, produto de milhões de anos de evolução concentrada naquele local e momento e, portanto, tão merecedora da atenção nacional quanto as particularidades da língua e da cultura.
E nós podemos usá-la?
A conservação da biodiversidade é hoje discutida por cientistas, políticos e simpatizantes da questão ambiental, como forma de assegurar o uso, pelo ser humano, dos benefícios atuais e futuros deste recurso, como os produtos farmacêuticos e industriais.
O Brasil possui esta diversidade?
A região tropical, localizada entre os Trópicos de Capricórnio e de Câncer, é rica em número de espécies, principalmente as florestas úmidas brasileiras, as quais possuem a maior biodiversidade conhecida e ainda a ser descoberta do planeta, sendo declarada pela ONU como uma das áreas emergenciais para a conservação.
Uma reflexão:
"Será que temos o direito de destruir estas formas de vida que ainda nem sequer conhecemos, e que podem até salvar nossas vidas? E as espécies que não nos ajudam, devem desaparecer?"
impacto ambiental
IMPACTO AMBIENTAL
DEFINIÇÃO
IMPACTO AMBIENTAL é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. Estas alterações precisam ser quantificadas pois apresentam variações relativas, podendo ser positivas ou negativas, grandes ou pequenas.
O objetivo de se estudar os impactos ambientais é, principalmente, o de avaliar as conseqüências de algumas ações, para que possa haver a prevenção da qualidade de determinado ambiente que poderá sofrer a execução de certos projetos ou ações, ou logo após a implementação dos mesmos.
PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO: UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO!
Antes de se colocar em prática um projeto, seja ele público ou privado, precisamos antes saber mais a respeito do local onde tal projeto será implementado, conhecer melhor o que cada área possui de ambiente natural (atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera) e ambiente social (infraestrutura material constituída pelo homem e sistemas sociais criados).
O estudo para a avaliação de impacto permite que uma certa questão seja compreendida: proteção e preservação do ambiente e o crescimento e desenvolvimento econômico.
Muitas vezes podemos encontrar grandes áreas impactadas, ou até mesmo países e estados, devido ao rápido desenvolvimento econômico, sem o controle e manutenção dos recursos naturais. A conseqüência pode ser poluição, uso incontrolado de recursos como água e energia etc.
E também podemos encontrar áreas impactadas por causa do subdesenvolvimento, que traz como conseqüência a ocupação urbana indevida em áreas protegidas e falta de saneamento básico.
Avaliar para planejar permite que desenvolvimento econômico e qualidade de vida possam estar caminhando juntas. Depois do ambiente, pode-se realizar um planejamento melhor do uso e manutenção dos recursos utilizados.
CADA CASO É UM CASO
Sabemos que Ambiente tem vários significados para pessoas e realidades diferentes. Não seria então estranho compreendermos que muitos projetos são propostos para ambientes diversos. Então, fazer uma análise ambiental é, antes de tudo, estudar as possíveis mudanças de características sócio-econômicas e biogeofísicas de um determinado local (resultado do plano proposto).
Devemos levar em consideração que nosso planeta é composto por muitos ecossistemas e ambientes com características próprias, não podendo haver um padrão único para o estudo.
O EIA - Estudo de Impacto Ambiental - propõe que quatro pontos básicos sejam primeiramente entendidos, para que depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica. São eles:
1 - Desenvolver uma compreensão daquilo que está sendo proposto, o que será feito e o tipo de material usado.
2 - Compreensão total do ambiente afetado. Que ambiente (biogeofísisco e/ou sócio-econômico) será modificado pela ação.
3 - Prever possíveis impactos no ambiente e quantificar as mudanças, projetando a proposta para o futuro.
4 - Divulgar os resultados do estudo para que possam ser utilizados no processo de tomada de decisão.
O EIA também deve atender à legislação expressa na lei de Política Nacional do Meio Ambiente. São elas:
1 - Observar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, levando em conta a hipótese da não execução do projeto.
2 - Identificar e avaliar os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação das atividades.
3 - Definir os limites da área geográfica a ser afetada pelos impactos ( área de influência do projeto), considerando principalmente a "bacia hidrográfica" na qual se localiza;
4 - Levar em conta planos e programas do governo, propostos ou em implantação na área de influência do projeto e se há a possibilidade de serem compatíveis.
É imprenscindível que o EIA seja feito por vários profissionais, de diferentes áreas, trabalhando em conjunto. Esta visão multidisciplinar é rica, para que o estudo seja feito de forma completa e de maneira competente, de modo a sanar todas as dúvidas e problemas.
RIMA
O RIMA - Relatório de Impacto Ambiental - é o relatório que reflete todas as conclusões apresentadas no EIA. Deve ser elaborado de forma objetiva e possível de se compreender, ilustrado por mapas, quadros, gráficos, enfim, por todos os recursos de comunicação visual.
Deve também respeitar o sigilo industrial (se este for solicitado) e pode ser acessível ao público. Para isso, deve constar no relatório:
1 - Objetivos e justificativas do projeto e sua relação com políticas setoriais e planos governamentais.
2 - Descrição e alternativas tecnológicas do projeto ( matéria prima, fontes de energia, resíduos etc.).
3 - Síntese dos diagnósticos ambientais da área de influência do projeto.
4 - Descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação da atividade e dos métodos, técnicas e critérios usados para sua identificação.
5 - Caracterizar a futura qualidade ambiental da área, comparando as diferentes situações da implementação do projeto, bem como a possibilidade da não realização do mesmo.
6 - Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras em relação aos impactos negativos e o grau de alteração esperado.
7 - Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos.
8 - Conclusão e comentários gerais.
Deve-se lembrar que a SEMA (Secretaria do Meio Ambiente) fornece o Roteiro Básico para a elaboração do EIA/RIMA e a partir do que poderá se desenvolver um Plano de Trabalho que deverá ser aprovado pela secretaria.
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